Lala Rebelo*

Na hora de fazer uma viagem internacional, principalmente quando se trata da primeira ida ao exterior, muita gente fica com dúvida em relação ao dinheiro, ao câmbio de moedas, quais métodos de pagamento usar quando chegar
ao país e, ainda, sobre quais são as taxas aplicadas. Hoje em dia, há muitas formas de levar dinheiro para fora do Brasil. É por isso, que separei algumas dicas úteis e super importantes para quem está se programando para
visitar o exterior e que deseja usar o dinheiro da melhor forma além de aproveitar muito a viagem.

Confira:

1. DINHEIRO VIVO

Não adianta inventar, ele ainda continua sendo a opção mais conhecida e procurada. Com o papel moeda, você sabe exatamente o quanto vai gastar e evita surpresas no fim da viagem. O processo para compra é bem simples e algumas lojas oferecem o serviço delivery, que entrega a moeda em casa ou no local de trabalho. Para garantir uma boa taxa, uma dica importante é programar as compras da moeda e realizá-las aos poucos até a data da viagem, assim você diminui os efeitos da variação da moeda e ganha na taxa média.

2. CARTÃO PRÉ-PAGO

São cartões recarregáveis, nos quais você pode colocar diferentes tipos de moeda e ir gastando aos poucos. Geralmente tem bandeira Visa ou Mastercard e funcionam como um cartão de débito normal (com chip e senha). Tem as mesmas vantagens do dinheiro em relação aos controles dos gastos e a taxa fixa na hora da compra da moeda, porém é mais cômodo para levar. É uma ótima ferramenta para os intercambistas, já que o cartão pode ser facilmente recarregado pela internet ou aplicativo, dependendo da corretora. O cartão também te deixa mais protegido já que, em caso de perda, as empresas substituem o plástico e seu saldo se mantém. De negativo, só
mesmo o IOF, que é o mais caro (6,38%, igual ao cartão de crédito).

3. TRANSFERÊNCIAS DE DINHEIRO

Esta é a menos conhecida de todas, mas pode ser muito prática dependendo da situação. Empresas como Western Union permitem que você faça um “auto-envio” para você mesmo, e retire no seu país de destino. Você não precisa levar o dinheiro escondido e usa a remessa como um depósito, que pode retirar ao longo da viagem.

4. CARTÃO DE CRÉDITO

Ah, que maravilha! Deixar o sofrimento dos gastos para depois e até poder parcelar a fatura! Que perigo, gente! Na verdade, para quem tem disciplina nos gastos, o cartão de crédito tem que funcionar como o de débito: se você tem o dinheiro, gasta, se não tem, aperta o cinto! Pena que nas viagens não é sempre assim, né? Mas é sempre bom ter um cartão a postos para qualquer gasto maior. O problema é que o cartão de crédito tem o IOF mais alto (6,38%) e uma taxa de câmbio geralmente variável (na maioria dos cartões, você compra, mas o câmbio só é
fixado na hora de fechar a fatura), por isso podem ser a opção mais cara e arriscada de todas.

5. LEI OFERTA X PROCURA

Pense nos seus Reais como uma “maçã”. Você chega a uma corretora viagra sans ordonnance de câmbio (aqui ou em outro país), vende suas maçãs e as corretoras pagam um preço X por isso. Aqui no Brasil, todo mundo consome maçã, então elas tem um preço melhor. Em lugares onde ninguém quer maçã e você tenta vender as suas, você tem que baixar MUITO o preço até conseguir um comprador. Isso acontece com as moedas também. Portanto, se você quiser
ter seu dinheiro com a melhor aceitação possível (e melhores taxas de câmbio), leve as moedas que todos querem. Dólares e Euros são como Nutella no meio das maçãs! Só compre moedas “exóticas” no seu destino final. Se você
está indo para a Croácia, por exemplo, nem pense em comprar seus Kunas no Brasil.

Agora, a escolha é sua! Meu veredito final é que, escolhendo duas alternativas, você diminui seus riscos de um perrengue e tem opções com mais chance de aceitação. Nas minhas viagens, eu SEMPRE levo dólares em dinheiro,
além de cartões de crédito. Boa viagem!


* Lala Rebelo é publicitária, consultora de viagens e autora do blog LALAREBELO.COM, no qual compartilha suas experiências, dicas e elabora roteiros personalizados para outros viajantes.
Com 27 anos, já esteve em mais de 55 países.

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