Diabética Tipo Ruim

O diagnóstico do diabetes é considerado assustador para muitas pessoas,
especialmente, se relacionado à restrição alimentar. Alguns ficam tão receosos com
seu quadro clínico, que chegam a ter medo de sair de casa para viajar. Atitude como
essa, pode diminuir significativamente a qualidade de vida e impedir a ocasião de
boas oportunidades para relaxar e descansar.

A fim de ajudar a curtir o merecido período de descanso com mais tranquilidade, a
blogueira diabética Marina Barros (http://diabeticatiporuim.com.br/), listou cinco
dicas importantes para quem tem diabetes e pretende viajar. “Já viajei muito pelo
mundo afora sem a menor noção dos problemas que eu poderia enfrentar, mas com o
passar dos anos e as carimbadas no meu passaporte, fui tomando mais consciência dos
cuidados básicos que é preciso ter durante uma viagem, principalmente as
internacionais”, comenta a blogueira, que em maio lança seu primeiro livro,
“Crônicas da Diabética Tipo Ruim”.

1. Observe sua glicemia, sempre!

Sair de férias e viajar não significa, em hipótese alguma, que o portador tem que se
desligar completamente dos cuidados com a doença. Observar a glicemia, especialmente
se você tem diabetes tipo 1, deve fazer parte de sua rotina. Por esse motivo, esteja
atento à sua glicemia logo antes de sair de casa, para não correr o risco de ser
pego por uma hipoglicemia inesperada. Essa atenção deve ser redobrada se você for
dirigir por longos períodos. “Geralmente eu faço sempre os mesmos passos, porque
nesses 16 anos de DM eu já passei alguns perrengues que não desejo passar
novamente”, explica.

2. Monte seu kit de “sobrevivência”

Faça o teste de glicemia em um intervalo de três ou quatro horas, aplicando insulina
ou se alimentando, caso seja necessário recuperar algum quadro de hiper ou
hipoglicemia. “Aprendi a lição e hoje não saio de casa sem o meu kit de
sobrevivência. Eu sempre levo meus insumos da bomba para passar, no mínimo, o dobro
do tempo em que eu vou ficar viajando e também um kit básico para uma hipo como
bolachas, achocolatados e balas”, conta. Em sua página do Facebook, Marina detalha
seu kit completo.

A importância de montar um kit com seus insumos e doces para a hipo, pode tornar uma
experiência ruim em algo normal. “Certa vez, fiquei presa por várias horas em Machu
Picchu, no Peru, dentro de um trem que descarrilou no meio da montanha. Por sorte,
eu tinha na mochila alimentos e insumos, o que me deixou muito tranquila durante
todo o processo. Se não fosse o meu kit, o que era apenas uma aventura entre amigas,
poderia ter tido um final meio trágico”, relembra.

3. Se for viajar para o exterior, leve suas receitas e orientações transcritas em
inglês

Fazer uma viagem internacional pode ser um desafio para quem tem alguma doença
crônica, pois no caso de alguma urgência fica difícil explicar o que você está
sentindo ou quais são as doses da sua medicação. Para evitar maiores problemas peça
ao seu médico que faça uma receita com os seus medicamentos, dosagens e qualquer
outra orientação que ele julgue necessário, e se possível, em inglês. Dessa maneira
você poderá viajar tranquilamente, pois terá sempre em mãos as suas dosagens em
casos de emergências médicas.

É de grande valia usar uma pulseira de identificação com seu nome e um telefone para
emergências, principalmente se estiver viajando sozinho.

4. Lembre-se de levar a receita da insulina com você

Os fracos de insulina e suas agulhas ou seringas, devem sempre estar a mão. Nas
viagens de avião, para que elas possam passar pelo raio-x na sua mala de mão, é
preciso que você carregue consigo uma receita médica para justificar a necessidade
dessa medicação. Jamais despache esses itens, pois você não sabe quando sua mala
será extraviada e perder seus insumos não é nada legal.

Nas viagens internacionais a receita deve estar traduzida para o inglês, assim as
autoridades de outros países ficarão cientes de que se trata de medicamentos. “Para
passar no raio-x do aeroporto no Brasil não tive problemas. Normalmente, antes de
passar eu já aviso que uso uma bomba de insulina. Algumas vezes não apita e eu passo
na boa, sem ao menos passar pela revista policial. Já algumas vezes, o detector de
metais apita e eu simplesmente mostro o dispositivo (bomba de insulina) e passo pela
revista humana. Dentro da mochila eu sempre levo: uma seringa, um refil da Novorapid
(caneta aplicadora de insulina), um cateter, um reservatório, um medidor, um
Toddynho, um pacote de bolacha doce e remédios para dores de cabeça e nas pernas”,
acrescenta.

5. No avião, movimente-se bastante e beba água

Uma das características da doença é a forte dor nas pernas, causada pela má
circulação sanguínea. Durante viagens longas, especialmente de avião, procure
levantar constantemente e fazer algumas caminhadas, além de beber bastante água para
evitar complicações circulatórias. “Eu sempre uso meias de compressão, mesmo para
viagens curtas dentro do Brasil. Conversei com médico sobre isso, e ele me receitou
o uso das meias que me aliviaram bem a sensação de inchaço”, finaliza a blogueira.

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