Gostou das dicas que demos ontem para quem quer viajar com segurança e alegria pela Europa? Esperamos que sim.

Ainda não leu? Então confere no link abaixo.

De moto pela Europa (parte 1)

Bom, hoje vamos falar de assuntos fundamentais para a segurança e conforto de sua viagem: seguro, carteira de habilitação, velocidade e sinais de trânsito. É bom ficar de olhos bem abertos.

Também apresentamos a segunda dica de trajeto. Dessa vez, vamos te colocar numa gelada pelos alpes.

Confira!

Seguro

Por melhor que seja a estrada e mais experiente o motociclista, os riscos sempre estão presentes. Por conta disso, muita gente pode pensar que é preciso um seguro diferenciado e, consequentemente, mais caro para andar de moto pelo Velho Mundo.

Mas isso não é verdade. Os motociclistas não precisam de um seguro de saúde super-extra-caro para pilotar na Europa. Claro que quanto mais você paga, mais vantagens pode ter. Mas o seguro de viagem tradicional, com cobertura de 30 mil euros e válido em todo espaço Schengen, que reúne 30 países do continente, já basta e deve lhe servir bem em caso de emergência. Esse tipo de seguro custa em média 300 reais para uma viagem de um mês.

CNH X Carteira Internacional

Permissão Internacional para Dirigir

Permissão Internacional para Dirigir | Foto: Reprodução

Dificilmente você precisará de outros documentos além do passaporte e da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para rodar de moto pela Europa. A princípio, a carteira de habilitação brasileira é válida em todos os países europeus signatários da Convenção de Viena. Mas o motociclista Rômulo Provetti, autor do livro A caminho do céu, recomenda que se tenha também a Permissão Internacional para Dirigir (PID). “Por ter as informações da habilitação escritas em sete idiomas, o documento pode ajudar o motociclista com a legislação local, com os agentes de trânsito, em casos de acidentes ou infrações e em muitas outras situações”, aconselha.

Atenção aos sinais de trânsito

No geral, como diz Michely Corsini, gerente de vendas da Personal Brasil, agência especializada em viagens de moto, não são muitas as diferenças entre a sinalização de trânsito no Brasil e na Europa. Ambas as regiões fazem parte da Convenção de Viena sobre o Trânsito Viário, que têm por objetivo padronizar as regras para condutores que trafegam em todos os países signatários.

Placa de proibido o tráfego de motocicleta

Oba! Trânsito livre para motos… Só que não!!! Geralmente placas com essas bordas vermelhas têm o mesmo significado das placas brasileiras com a faixa cruzando o meio do sinal, dando o sentido de proibição. | Foto: Reprodução

Mas há sim algumas pegadinhas que podem confundir o motociclista (e também os motoristas de automóveis, claro), a começar pelo próprio idioma local. Se possível, pesquise algumas palavras-chaves da língua desejada, como: nomes de cidades (acredite, você pode se confundir caso esteja indo, por exemplo, a Viena e só encontrar placas mostrando o caminho a Wien), cuidado, atenção, desvio, pare, proibido etc.

Um outro ponto que pode causar confusão são as placas que sinalizam proibição. Ao invés de uma faixa cortando o meio do desenho, geralmente elas têm apenas a borda vermelha. Então se você encontrar um sinal com um círculo vermelho, fundo branco e uma motocicleta desenhada no centro, isso quer dizer que motos são proibidas naquela via, e não o contrário, como nós brasileiros tenderíamos a acreditar. Mas se você encontrar uma placa semelhante, só que com um carro estampado no centro, então a estrada estará fechada para veículos automotores, com exceção das motocicletas. 😉

O editor do ZOROPEANDO, em seus primeiros passeios pela Europa, também se confundiu com as faixas no piso das estradas. Não há as de cor amarela: todas são brancas. Portanto, a menos que a sinalização diga o contrário, essas listras servem para separar as direções das vias. Tome cuidado para não se meter na contramão.

Esta página da Wipedia traz uma comparação completa da diferença de sinais de trânsito em toda a Europa. Elas vão te ajudar muito, principalmente se for passar por dentro de cidades.

Flávio Faria, próximo à fronteira entre a Áustria e a Alemanha, mostra a diferença de limites de velocidade entre os dois países.

Flávio Faria, próximo à fronteira entre a Áustria e a Alemanha, mostra a diferença de limites de velocidade entre os dois países. | Foto: Arquivo pessoal

Ah, e por falar em cidades, na maioria dos países, quando se trafega por dentro de um simples vilarejo ou uma grande metrópole, o limite é de 50 Km/h, a não ser que outra medida seja indicada. Já nas rodovias, há diferenças de país para país. Em algumas rodovias alemãs, por exemplo, não há limite estabelecido, mas os carros são programados a não ultrapassarem os 250Km/h.

Trajeto 2 – Alpes suíços e italianos

Não há dúvidas de que as capitais europeias são magníficas por conta de sua arquitetura, seus parques e monumentos. Mas como minha mulher costuma dizer, por mais bela que seja a obra do homem, ela nunca vai superar o espetáculo criado pela natureza. Eu “odeio” concordar com ela (afinal, os homens nasceram para discordar de suas mulheres), mas ela está 101% certa. E a maior prova disso são os alpes europeus. Coloque em um só lugar o que há de mais encantador em Paris, Londres, Viena, Praga, Berlim e Budapeste. Ainda assim o encanto das montanhas mais altas da Europa será imbatível.

E é esse cenário deslumbrante, cheio de subidas e descidas, curvas de 180°, penhascos de gelar a espinha e muito pico nevado, que sugerimos a você hoje. Mas atenção: esse caminho definitivamente não é para principiantes. Leia o post de ontem e entenda o porquê.

O nosso mapa se concentra em uma volta entre a Itália – saindo e chegando de Milão – e Suíça, com uma passadinha por Davos, cidade mundialmente conhecida por sediar o encontro anual do Fórum Ecômico Mundial, onde os donos do mundo decidem o futuro de pobres mortais como nós. E se você estiver viajando durante o verão europeu, também pode dar uma esticadinha nesse trajeto, e ir até Passo Timmelsjoch, na divisa entre a Itália e a Áustria, para enfrentar uma das estradas mais desafiadoras dos alpes.

Confira abaixo o mapa com o passo-a-passo de rodagem que preparamos para você.

Caso decida encarar o Passo Timmelsjoch, uma dica é se planejar para sair de Davos. Mas atenção, a pista fica aberta somente por cinco meses ao ano: do início de junho ao início de novembro.

Confira abaixo algumas fotos do que você vai encontrar pelo caminho.

Limone Sul Garda, na Itália | Foto: Eigene Arbeit/CC

Confira amanhã a terceira e última parte desta reportagem.

De moto pela Europa (parte 1)

De moto pela Europa (parte 3)

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