Chegamos à parte final de nossas dicas para você que quer viajar  de moto pela Europa. Esperamos que o passeio esteja te agradando tanto quanto nos agradou preparar esse material.

Mas você perdeu as duas primeiras partes dessa reportagem? Então confira cada uma delas nos links abaixo.

De moto pela Europa (parte 1)

De moto pela Europa (parte 2)

Se já conferiu as partes anteriores, então vamos seguir em frente. Dessa vez, vamos falar sobre os tipos de moto mais adequados para a viagem; se é melhor alugar, despachar ou até mesmo comprar a moto; as vantagens e desvantagens de planejar e executar tudo sozinho ou com uma agência; e, por fim, faremos uma pequena conta para saber quanto sai uma brincadeira desse tipo.

Tambem preparamos ao último mapa com uma dica especial de viagem por algumas das mas belas cidades do leste europeu

Confira!

Rômulo Provetti e seu companheiro de viagem Vanildo Siller, emfrente à Arena de Nimes, na França

Rômulo Provetti (esquerda), em cima de sua Honda TransAlp 650cc, e seu companheiro de viagem Vanildo Siller, com uma Yamaha Téneré de 660cc: para viagens longas, é preciso motos confortáveis e com boa potência  | Foto: Arquivo Pessoal

Com que moto eu vou?

Convenhamos, não é todo tipo de motocicleta que se encaixa em uma viagem longa e pesada como essas que estamos tratando nessa série de posts. É preciso que a máquina seja resistente e confortável. Segundo o motociclista Rômulo Provetti, autor do livro A caminho do céu, para viagens mais longas, é recomendável que a moto tenha motor com potência de pelo menos 650cc. Esse veículo, segundo o especialista, proporciona mais segurança e facilita os deslocamentos entre as cidades. Quanto ao modelo, ele recomenda utilizar big trail, touring ou custom, que são mais confortáveis, mas não descarta o uso das esportivas, caso essa seja a preferência do motociclista.

Alugar, despachar ou comprar?

“Na primeira viagem que fiz pela Europa, comprei na França uma Honda TransAlp de 650cc. Depois da viagem eu vendi a moto. Na segunda, aluguei uma Harley-Davidson Heritage Softail Classic de
1600cc em Madrid”, conta Provetti.

Mas afinal, qual a melhor opção: alugar, comprar ou despachar a moto própria para a Europa?

Na opinião do motociclista, isso depende do tempo e do objetivo da viagem. Se for uma trip de poucos dias, alugar é a melhor opção, pois o processo para conseguir a moto é mais prático, há a garantia oferecida pela empresa que aluga e o custo total será inferior às outras duas modalidades propostas acima.

Mas se a viagem estiver planejada para durar mais de um mês, talvez seja melhor comprar uma moto por lá. “Veículos usados são muito baratos na Europa e o custo do registro, seguro e depreciação é muito mais baixo que o aluguel por vários dias”, explica Provetti. “A desvantagem em relação ao aluguel é que o turista assume o risco da moto dar um defeito depois de iniciada a viagem, tendo que arcar com os custos e perda de tempo devido ao reparo”, completa.

Flávio Faria (de camiseta com detalhes em azul)  e  Wolfgang Roller (jaqueta preta): amizade que rendeu um passeio de moto incrível por seis países europeus. À direita está Rosane, mulher de Faria, e à esquerda, Ivone, mulher de Roller.

Flávio Faria (de camiseta preta com detalhes em azul) e Wolfgang Roller (jaqueta preta): amizade que rendeu um passeio de moto incrível por seis países europeus. À direita está Rosane, mulher de Faria, e à esquerda, Ivone, mulher de Roller. | Foto: Arquivo pessoal

Mas existe uma opção ainda mais vantajosa do que comprar ou alugar: pegar uma motocicleta emprestada. Isso mesmo. Se você tem um bom amigo gringo que, por um acaso, tem uma filha dona de uma boa moto para encarar as curvas dos Alpes (uma Honda CBF 600cc está de bom tamanho) e, também, só por acaso, essa filha estiver disposta a disponibilizar a máquina ao amigo do pai por algumas semanas, por que não?

Verdade que esse um cenário é bem mais improvável do que qualquer outro, mas nunca impossível, como mostra a experiência de Flávio Faria. Seu amigo gringo e companheiro de viagem, o alemão Wolfgang Roller, foi quem facilitou sua vida, oferecendo, mais do que a moto, um roteiro fantástico pela Alemanha, Áustria, Itália, Suíça, França e Liechtenstein (mas esse é assunto para outro post).

Flávio Faria e sua mulher Rosane ao lado da Honda CBF 600cc

Flávio Faria e sua mulher Rosane ao lado da Honda CBF 600cc emprestada pela filha do companheiro de viagem Wolfgang Roller| Foto: Arquivo pessoal

Já a opção de levar a moto própria somente deve ser considerada em uma situação muito especial, quando o motociclista não tiver como comprar uma ou se a viagem tomar rumo de países não autorizados pela empresa que aluga a moto. Segundo Michely Corsini, gerente de vendas da Personal Brasil, sua empresa não recomenda levar a moto do Brasil para fora, devido toda a burocracia e o custo que essa operação envolve.

Planejamento solo x agência

Nas duas viagens que fez pela Europa, Provetti planejou tudo por conta própria, contando com a ajuda de Vanildo Siller, amigo que o acompanhou na primeira viagem, e do filho Álvaro, que foi de garupa na segunda. “A desvantagem de fazer tudo por conta própria é que você deve se planejar muito bem para prever todas as potenciais dificuldades que encontrará, tomar todas as providências e assumir todos os riscos”, alerta ele. “Por outro lado, terá mais liberdade para fazer a viagem pelos destinos, nas datas, no ritmo e na duração que quiser. Mas isso dá trabalho e você tem que ter muita disposição e persistência para que tudo aconteça como sonhou”, completa.

Romulo Provetti e seu filho Álvaro, em Salamanca, na Espanha

Romulo Provetti e seu filho Álvaro, em Salamanca, na Espanha. Viagem planejada a quatro mãos| Foto: Arquivo pessoal

Se esse não é o seu caso, talvez o melhor seja confiar sua viagem a uma agência especializada no assunto. Assim, tudo tende a ser muito mais cômodo, não precisando se preocupar com a moto, roteiro ou a hospedagem.

Como explica Michely Corsini, a vantagem em se contratar uma agência é a facilidade que o cliente terá no agendamento de tudo que for preciso para a viagem, além da possibilidade de parcelar o pacote. No caso da Personal Brasil, a empresa oferece três modalidades de venda:

  • Somente a locação da moto, onde o cliente diz onde quer fazer a retirada e devolução do equipamento. “Esta é uma opção para as pessoas mais independentes e com bastante experiência em viagens de moto”, diz Michely.
  • O pacote Fly & Bike, onde a agência reserva o vôo, os hotéis e a moto para o cliente. “Porém ele faz a viagem de forma independente, sem acompanhamento”, explica a gerente.
  • Pacotes guiados, indicados para quem gosta ou precisa de acompanhamento. Nessa modalidade, a agência oferece algumas comodidades extras, como um guia especializado na rota e van de apoio para a bagagem.

Quanto custa

O custo final de uma viagem desse tipo varia muito conforme os roteiros escolhidos e tempo de duração.
Provetti, por exemplo, reserva 100 euros (cerca de 330 reais) por dia para combustível, alimentação e hospedagem. Claro que em cima disso você deve colocar também os custos com passagens aéreas e a moto (o aluguel de uma 650cc fica em torno de 80 a 100 euros a diária, o equivalente a mais ou menos 260 e 330 reais).

Em sua página na internet, ele disponibiliza uma planilha para ajudar o motociclista a se planejar direitinho para essa verdadeira aventura.

Trajeto 3 – Leste Europeu

A nossa última dica de trajeto dessa série de três posts é pelo belíssimo leste europeu. Nosse caminho começa em Zagreb, capital da Croácia, e passa por montanhas, lagos e estradas de terra. Você vai percorrer ilhas fantásticas banhadas pelas águas cristalinas do Mar Adriático, e entrará em Saraievo, cidade mais importante dos Balcãs e peça-chave para o início da I Grande Guerra. Foi lá que, em 1914, o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, e sua esposa foram assassinados, episódio que serviu como pretexto para o início do conflito. Budapeste, capital da Hungria, também está nesse roteiro. Conhecida como Paris do Leste, a cidade dividida pelo rio Danúbio é certamente uma das mais lindas da região. Não deixe de desfrutar as delícias de um dos famosos spas de águas termais locais. É muito bom.

Confira abaixo o mapa desse trajeto.

E também algumas fotos do que você encontrará pela frente:

Confira também:

De moto pela Europa (parte 1)

De moto pela Europa (parte 2)

 

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