Na última sexta-feira, 1° de maio, publicamos um post sobre uma tradicional competição na Alemanha que foi cancelada devido a uma ameaça de ataque terrorista. É triste, mas de tempos em tempos alguma capital do Velho Mundo é vítima do extremismo religioso.

O perigo é real! O ataque à redação do Charlie Hebdo, jornal humorístico francês, ocorrido no começo do ano, é o exemplo mais recente desse tipo de violência. Em 2005, quando acabava de me instalar em Londres, a cidade foi vítima de diversos ataques simultâneos, deixando os ingleses apavorados.

Estocolmo, na Suécia. | Foto: Hector Melo/CC

Estocolmo, na Suécia. País fecha prisões por falta de prisioneiros | Foto: Hector Melo/CC

Episódios como esses podem colocar uma pulga atrás da orelha do turista. Afinal, qual o sentido de correr risco de morte enquanto procura apenas diversão no estrangeiro?

A verdade é que a chance de você se tornar vítima de um ataque terrorista é extremamente pequena. E a Europa (considerando somente os países membros da União Europeia – UE), convenhamos, é uma região muito segura, principalmente se você estiver longe da Rússia ou comparar a situação de lá com a do nosso amado Brasil.

A sensação de segurança que se tem em qualquer cidade da UE é muito grande. Não importa a hora em que você caminhe pelas ruas, a roupa que usa, a cor da sua pele, o bairro em que esteja hospedado. Nada, ou quase nada, vai tirar seu sentimento de tranquilidade. Claro que, dependendo da região, você pode encontrar locais mais ou menos perigosos, mas, no geral, sua vida não estará em risco por motivos banais (não precisa se arriscar em esquinas de má fama e nem se envolver com gente suspeita, ok?).

Um novo ranking demonstra indiretamente essa questão. Analisando os números publicados no relatório World Prison Brief, feito pela organização International Centre for Prison Studies, a população carcerária na UE é uma das mais baixas do mundo. A Suécia, por exemplo, está fechando quatro penitenciárias e um centro de detenção porque, acredite se quiser, falta prisioneiros por lá: ao todo, o país tem 4.852 detentos, enquanto no Brasil, 548 mil pessoas estão enjauladas. Essa é a quarta maior população carcerária do mundo, perdendo apenas para: EUA (2,2 milhões de presos), onde prisões são serviços privatizados e dão lucro, portanto quanto mais gente presa, mais o acionista ganha; China (1,6 milhão) que, considerando o tamanho do país, até que mantém um número bastante razoável de gente atrás das grades; e Rússia (674 mil prisioneiros), país que não ganhou fama internacional por demonstrar respeito aos direitos humanos.

O exemplo sueco

Se em partes a baixa criminalidade sueca responde pelo retrato da sensação de segurança que impera no país, também merece destaque o real compromisso do seu governo em priorizar a reabilitação dos prisioneiros e ao abrandamento de algumas penas relacionadas às drogas.

No fim das contas, acredito que a igualdade de oportunidades na vida e acesso a educação e saúde descentes acabam determinando muito mais o clima de serenidade de uma nação do que qualquer outra coisa. E isso, infelizmente, é tudo o que o Brasil não tem.

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