Foi o conflito mais sangrento da história da humanidade, durando aproximadamente seis anos e deixando um rastro de horror, com cerca de 60 milhões de mortos, o equivalente a 3% da população mundial daquela época. Estou falando da Segunda Guerra Mundial, que teve início no dia 1° de setembro de 1939 (há quem aponte outras datas), com a invasão alemã à Polônia, e chegou ao fim, pelo menos na Europa, no dia 8 de maio de 1945, 70 anos atrás.

A rendição alemã foi negociada pelo general Alfred Jodl. Ele recebera a missão diretamente do então comandante do Terceiro Reich, o almirante Karl Dönitz, que assumira a posição depois do suicídio de Adolf Hitler, em 30 de abril daquele ano. Dirigiu-se então ao quartel-general dos EUA na França para tratar dos termos da capitulação incondicional dos nazistas. O documento foi assinado no dia 7 de maio, estabelecendo o fim dos combates às 23h01 do dia 8 de maio daquele ano. O horário precisou ser antecipado para 15h, já que o mundo todo já sabia da notícia.

Apesar de tudo já estar decidido, a URSS queria que o tratado fosse assinado em Berlim, cidade considerada o coração da guerra. Isso foi feito no dia 9 de maio, data que os ex-soviéticos (hoje russos) consideram como sendo o marco do fim dos conflitos em território europeu.

Celebrações

Na Polônia, à meia noite do dia 8, houve celebrações no local em que, em 1939, marcava a invasão alemã e consequentemente o início da Segunda Grande Guerra. Na França, o presidente François Hollande ofereceu uma coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido, localizado no Arco do Triunfo, em Paris. David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, também prestou suas homenagens, assim como em todos os países afetados pelo conflito.

Mas foi na Rússia, estado que controlava a colapsada União Soviética e que teve as maiores baixas durante a guerra, que foram realizadas as comemorações mais controversas. Antes de uma grande parada militar, que contou com a participação de 6 mil soldados (foto acima distribuída pelo Kremlin), o presidente Vladimir Putin agradeceu à ajuda dos aliados na derrota da Alemanha nazista: “Agradeço aos povos do Reino Unido, França e Estados Unidos por sua contribuição para a vitória. Agradeço aos diferentes países antifascistas que participaram dos combates contra os nazistas nas fileiras da resistência e na clandestinidade”. Porém, por conta dos atuais conflitos na Ucrânia – os países da Europa Ocidental acusam a Rússia de estimular os separatistas ucranianos e de causar tensão na União Europeia – o evento foi ignorado pelos líderes do bloco, mesmo diante da importância do país durante a guerra.

O que a equipe do ZOROPEANDO espera é que as marcas da Segunda Guerra Mundial não sejam nunca apagadas, as lições, nunca esquecidas e que o mundo aprenda cada vez mais a viver em paz.

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