Dois dias atrás, enquanto preparava o almoço para a família (caso raro aqui em casa, já que eu sou o cozinheiro oficial da casa), minha mulher ouvia o novo disco de David Bowie, Blak Star. Trata-se do 27° disco de estúdio do artista que acabava de ser lançado.

Como ressalta Rodrigo Ortega, em uma crítica publicada no G1, o disco é difícil de ouvir. Não por ser artisticamente de baixa qualidade. Longe disso. Como li em outra crítica, a qual não me recordo quem a ecreveu nem onde foi publicada (desculpe-me), Bowie estaria reinventando a forma de um artista envelhecer, namorando com o jazz e com rapp, enquanto foge do rock and roll.

O “problema” é que o som de Black Star é denso demais, para não dizer fúnebre. Ao mesmo tempo em que tenta ser inovador, denuncia implicitamente sua via crucis por conta do câncer, doença que lhe tirou a vida ontem (10), depois de uma luta que já durava 18 meses. O tom obscuro da obra fica evidente na faixa número três, chamada Lazarus, em que faz alusão ao personagem bíblico Lázaro, que foi ressuscitado por Jesus Cristo. Confira o videoclipe abaixo!

Não é pretensão deste singelo blogueiro que vos escreve fazer uma crítica aclamadora ou destrutiva da obra desse artista. O que quero apenas é prestar aqui minha homenagem a uma figura única, que deixou sua marca eterna na cultura pop de nossa civilização.

Que o Camaleão descanse em paz!

 

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  1. Blackstar e uma musica muito boa na minha opiniao… o resto e realmente “dark” o que pode ser uma coisa positiva pela originalidade. Descanse em paz Ziggy Star boy of Brixton!

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