Três, quatro, cinco, seis, sete quilômetros ininterruptos de subida – não só para a subida, mas também para o pedal. Foi difícil! Foi dolorido! Foi bem no final!!!

Aquela montanha exigiu mais das pernas e do coração do que qualquer outra coisa jamais havia exigido antes na história de vida dessa singela pessoa que vos fala.

Mas a gente chegou lá. Eu e o professor Dourival, grande parceiro dessa viagem por terras tchecas, vencemos o desafio. Ufa!

1° clichê dos viajantes: No final tudo dá certo

E o mais importante de tudo, eu voltei para casa a tempo de comemorar o meu primeiro Dia dos Pais com o meu meninão. E ele me recebeu muito bem. Veio para o colo do papai e não queria mais descer. Só alegria!

2° clichê dos viajantes (e de qualquer outro tipo de bicho que tem filhote): O tal do amor incondicional (não há muito o que dizer sobre isso, ao menos não com palavras).

Sempre um bom motivo apra voltar | Foto: Henrique Andrade Camargo

Sempre um bom motivo apra voltar | Foto: Henrique Andrade Camargo

A cada dia que eu passava em cima da bike, percebia a falta que o menino me faz. Então, quando chegou a hora de voltar para casa, só tinha uma coisa em minha cabeça. E você já sabe o que é!

Pontos altos

Apesar das dificuldades – e aqui há uma pausa para o terceiro clichê…

3° clichê dos viajantes: Aprendemos mais nos momentos de dificuldades

… o saldo dessa viagem foi bastante positivo: estabeleci essa amizade com o Professor (esse é seu apelido agora), fizemos novas amizades e também tivemos um encontro altamente improvável. Já vamos falar sobre isso.

4° clichê dos viajantes: Viajar é uma ótima forma de fazer novos amigos

Amizade consolidada com o professor Dourival

Amizade consolidada com o professor Dourival

Agora imagine que sua mulher nasceu e cresceu em um lugar que fica a 10 mil quilômetros de distância de sua cidade natal. O destino quis que, em algum momento de suas vidas, vocês se conhecessem, casassem e fossem viver em seu país. Nessa nova casa, ela faz amizades com alguns conterrâneos dela que, assim como vocês, também formam famílias com essa formatação diferente. Daí a mão do destino novamente faz a roda girar e vocês vão morar na terra dela, bem longe da sua. Agora é sua vez de conhecer conterrâneos em terras estrangeiras. A amizade com um deles parece dar certo e vocês resolvem fazer uma viagem de bicicleta. Nesse passeio programado para durar de quatro a cinco dias, vocês fazem uma parada para passar a noite em um camping. Enquanto levantam o acampamento, alguém curioso com a língua estranha que falam começa uma conversa de elevador. Papo vai, papo vem, você descobre que aquele cara tem uma irmã casada com um brasileiro. Eles moram em São Paulo, sua cidade natal.

Hummm!!!

Seria coincidência demais se você conhecesse essas pessoas relacionadas ao novo amigo, não?

Só que não! Por mais estranho e improvável que possa parecer, eu realmente conheço a irmã desse cara.

Quais são as chances disso acontecer na vida de alguém? Não sei se há um sentido maior nesse encontro, mas inevitavelmente esse episódio nos leva a outro clichê muito popular entre os viajantes profissionais:

5° clichê dos viajantes: O mundo é uma ervilha!

Os mais esotéricos ainda lançariam um outro:

6° clichê dos viajantes: Tudo está conectado!

Eu, mais modesto e um tanto cético, prefiro não arriscar nem um clichê nem o outro. Para mim, apenas:

7° clichê dos viajantes: Viagem é uma caixinha de surpresas!!!

E elas podem ser boas ou ruins. Mas como diria o poeta Fernando Pessoa:

8° clichê dos viajantes: “Tudo vale a pena. Se a alma não é pequena”!

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